O livro mais polêmico escrito nos últimos anos no Brasil será lançado em São Luís no dia quatro de novembro, na próxima quarta-feira, às 19h00, no auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua do Sol n.° 513, no centro da cidade.

O nome do livro é “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, escrito pelos jornalistas Palmério Dória e Mylton Severiano.

Pela primeira vez o livro HB conta a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada de poder regional pela família Sarney, no Maranhão, e o controle quase total, do Senado Federal, pelo patriarca que virou presidente da República por acaso, transformou o Maranhão em quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.

Dória também escreveu em 2002 o livro “A candidata que virou picolé”, sobre a escandalosa retirada da candidatura de Roseana Sarney da corrida sucessória de Fernando Henrique Cardoso motivada pela apreensão de R$ 1.340.000,00 pela Polícia Federal, nos cofres da empresa Lunus, de propriedade de Roseana e seu marido Jorge Murad, em março de 2002.

Honoráveis Bandidos é um livro arrasador, na mesma linha de “Memórias das Trevas’, que tinha o também senador Antonio Carlos Magalhães como personagem e vendeu mais de 80 mil exemplares no Brasil quando foi lançado.

O primeiro lançamento de HB aconteceu no dia 24 de setembro em São Paulo e na semana seguinte HB já apareceu em nono lugar na lista de livros de não ficção mais vendidos do país, publicada semanalmente pela revista Veja. Na semana seguinte já ocupava o sexto lugar na lista dos livros mais vendidos.

Na relação da revista Veja desta semana, HB é o quinto mais vendido do país e na revista Época, que já está nas bancas, HB também ocupa o quinto lugar entre os livros mais vendidos do Brasil.

Nos cadernos de cultura publicados ontem, sábado, 31 de outubro de 2009, pelos jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo”, “Honoráveis Bandidos” aparece em 6.° e 7.° lugares respectivamente.

HB foi publicado em forma de brochura pela Geração Editorial e tem 208 páginas. A venda do livro de Dória na capital maranhense está sendo boicotada pelas duas livrarias Nobel, uma no São Luís Shopping e outra no Monumental Shopping, pois a franquia da Nobel em São Luís pertence à esposa de Flávio Lima, engenheiro e empreiteiro, ligado a Fernando Sarney.

No dia quatro de novembro os autores do livro vão autografar os exemplares do livro que estarão à venda no local.
A revelação gaúcha

Também conhecida como “a promessa que vem dos pampas”, a revelação é um mal que assola o país desde que os primeiros Gessingers tiveram seus cabelos tingidos após a meia noite e passaram a aterrorizar a população civil com rimas-bomba esquecidas em discos sem alça. Os gaúchos prometem continuar lançando bandas-ruins sistemáticas na direção do Brasil até conquistarem sua independência e, finalmente, poder exercer o seu orgulho provinciano em paz sem nordestinos metidos a besta fazendo a bunda das gurias chacoalhar ao som de batuques africanos.
O suíngue carioca
Reflexo do “jeitinho brasileiro” em forma de música, o suíngue carioca estende seus tentáculos por todas as vertentes musicais produzidas no país (isso quando não é a própria origem da coisa - casos do Samba, da Bossa Nova e do Funk de Latrina). Mesmo que você crie um estilo ultra-revolucionário de rock no Acre ou música eletrônica de vanguarda no interior da Paraíba, não adianta fugir: na hora de “estourar no país” algum produtor mequetrefe vai meter uns pandeiros no meio da sua música ou, mesmo que você faça sucesso sem esse toque ‘ishperrrto’, alguma nova cantora-revelação surgirá fazendo uma versão de uma música sua “meio sambinha, meio eletrônico, com uma pitada de Tom e um cheirinho de D2”.
Os mineiros do
A história musical mineira é intrinsecamente ligada à política. Tiradentes ainda arrancava molares quando os filhos das Gerais já tentavam, sem sucesso, fazer música. O alferes teria se suicidado e esquartejado a si próprio após não agüentar mais ter os mineiros do Inconfidência Quest ensaiando ao lado do seu consultório. Já a ditadura militar acabou graças às ameaças dos mineiros do Clube da Esquina, que declararam: “ou o regime acaba ou haverá uma roda de violão para cada boteco deste país”. Pior ainda quando não se decidem entre inventar uma nova luta marcial ou fumar um, caso dos mineiros do Pato Fu e do Skank.
O furacão baiano
Sacudindo o país mais ou menos a cada 10 anos, o furacão baiano não poupa ninguém e costuma inundar as zonas costeiras, balançar as traseiras e reverter as estomacais sem dó nem piedade. Apesar de manter constante o seu nível musical potencialmente nocivo às regiões escrotais, o fenômeno nordestino ao menos vem aprimorando seu lado estético-visual ao longo do tempo. Estima-se que em 2030 um furacão baiano poderá ser, inclusive, mais bem pago que Gisele Bundchen e quem sabe engatar um romance com Roberto Justus.

José Roberto Magalhães Teixeira, conhecido como Grama (Andradas, 18 de junho de1937Campinas, 29 de fevereiro de 1996), foi um político brasileiro.

Nasceu em Andradas, cidade do sul de Minas Gerais. Era o segundo filho de um total de quatro, de uma família tradicionalmente envolvida na política mineira. Era formado emOdontologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Foi duas vezes prefeito de Campinas (de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996), cidade do interior do Estado de São Paulo, e vice-prefeito dessa mesma cidade (1979 a 1982). Foi tambémdeputado federal (1990 a 1992) e suplente de senador, bem como secretário municipal de Cultura e Esportes. Foi um dos fundadores do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), em 1988.

Atingiu relevância ao lançar em Campinas, em 1994, o Programa de Renda Mínima, o qual destinava um complemento em dinheiro à renda de famílias consideradas miseráveis (abaixo da linha da pobreza). Para receber o dinheiro, a família inscrita no programa deveria residir em Campinas há pelo menos dois anos, manter os filhos na escola e com bons resultados nos estudos, receber os funcionários da Assistência Social em suas casas periodicamente e freqüentar cursos profissionalizantes, entre outras obrigações.

Implantou uma linha telefônica para comunicação direta entre comunidade e prefeitura, o 156. Bastava ligar para o 156 para que cada cidadão pudesse deixar sugestões ou críticas para o prefeito. Incluiu flúor na água tratada que chegava às residências, a fim de melhorar a saúde bucal da população.

Foi relator do projeto que regulamentou a Lei de Franquias no Brasil, dentre outros.

Faleceu aos 58 anos, no exercício de seu segundo mandato como prefeito de Campinas.

Eternizado!


Camiseta para Gêmeos

O sinhô é meu pastô e nada há di mi fartá
Ele me faiz caminhá, pelos verde capinzá,
Ele tumém me leva, prus corgus di água carma

Inda queu tenha qui andá, nus buraco assombradu,
lá pelas encruzinhada du capeta, num careço tê medo di nada,
a-modo-de-quê Ele é mais forte que u “coisa-ruim”
Ele sempre nus aprepara uma boa bóia, na frente di tudo quanto
é maracutaia, E é assim que um dia, quando a gente tivé mais-pra-lá,
do-qui-pra-cá nóis vai morá no rancho du sinhô

pra inté nunca mais se acabá...
Amém.



Caetano Veloso faz parte do grupo de ex-esquerdistas que com a passar dos anos se deslumbraram com o poder (força/dinheiro) da direita. Deste grupo fazem parte também, dentre outros, Arnaldo Jabor, no meio que se pretende intelectual, ou César Maia e Fernando Gabeira no meio político. Há ainda o extremo de Paulo Francis que foi do trotskismo esnobe e infantil de criança mimada à ultra-direita da parcela mais reacionária do Partido Republicano estadunidense.

Essa nova direita tupiniquim, oriunda da militância de esquerda durante a Ditadura Militar, acha o povo brasileiro inculto, grosseiro e incapaz de discernir sobre o que é bom para o conjunto da sociedade ou apenas para si mesmo. Dentro desse pensamento cabe como uma luva a tese do sociólogo Alberto Carlos Almeida – exposta na obra “A cabeça do brasileiro” – na qual o autor defende enfaticamente a idéia de termos uma elite iluminada, porém, atada a escuridão por um povo ignorante.

Essa nova direita também acha que o melhor para o Brasil é a República Higienópolis Leblon, expressão alcunhado pelo Professor Idelber Avelar para àqueles que se encantam com as Daslu da vida e sentem ojeriza do cheiro de povão, cuja maior referência em política é justamente Fernando Gabeira.

Voltando à apenas Caetano Veloso, sou admirador de suas músicas e letras, e sem sombra nenhuma de duvidas trata-se de um dos principais artistas brasileiros do século XX, no entanto fiquei abismado com a falta de compostura dele na entrevista publicada hoje pelo Estadão [http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461314,0.php]. Tá certo que falar asneiras passou a ser algo corriqueiro para Caetano. Não foram até aqui poucas as vezes que desceu a lenha no governo Lula com aquele papo mole da direita udenista, assim como também já falou bobagens sobre a música nacional e internacional – numa das piores declarações nesse sentido afirmou que Stairway To Heaven é a coisa mais cafona que já ouviu. Cafona, no sentido musical, é Caetano esgoelando Comes As You Are. Contudo, na citada entrevista ao Estadão, faltou-lhe elegância e talvez até maturidade ao dizer que o Presidente Lula é “analfabeto, cafona e grosseiro”.

Para Caetano, cabo eleitoral de primeira hora da ex-ministra Marina Silva, Obama sim é inteligente, culto e charmoso, assim como a sua candidata a sucessão presidencial. É a famosa síndrome do vira-latas (expressão de Nelson Rodrigues) ou então complexo do subdesenvolvimento onde estamos condenados a ser eternamente colônia por pura incapacidade própria.

Interessante também como a mídia oligopolizada adora bradar aos quatro vento o pseudo-analfabetismo de Lula. Quando vejo isso sempre me lembro duma estória, inventada ou verídica não sei ao certo, na qual um assessor do então presidente Juscelino Kubitscheck dera-lhe como presente de aniversário um livro. No recinto onde assessores, amigos, políticos e bajuladores festejavam o aniversário do chefe houve um constrangimento geral. JK não fazia questão de esconder de ninguém que lera apenas um livro na vida e hoje isso parece não ter importância alguma, no entanto Lula é taxado como ignorante e analfabeto e isso tem importância tanto para direita nova quanto para a antiga.

Falando sobre Caetano é interessante notar como Sonia Racy, a jornalista responsável pela entrevista, o apresentou: “Uma boa sabedoria emerge, fácil, da sua tranqüilidade interior. O posicionamento rebelde do início da carreira, que às vezes assumia as cores da esquerda, deu lugar, hoje, a um discurso racional, realista.” Portanto, para a jornalista e para o Estadão, ser de esquerda é o inverso de ser racional e realista. Racional e realista é o neoliberlismo que o jornal da família Mesquita – o mesmo jornal e a mesma família que apoiou as pretensões oligárquicas e anti-democráticas da elite paulista em 1932, ou que em 1964 clamou pelo golpe militar – defendeu em editoriais e matérias por anos a fio. (Para entender melhor a relação mídia olipolizada e a disseminação da ideologia neoliberal no Brasil recomendo “Anjo Torto, Esquerda e Direita No Brasil”, autor Emir Sader).

Para completar Caetano acha Aécio Neves um grande gestor. Talvez Caetano Veloso seja adepto do grande choque de gestão tucano. Choque de gestão que deixa a economia mineira refém das exportações de café e recursos minerais, portanto, numa economia primaria e colonial, a primeira, no Brasil, a sofrer o impacto da crise econômica mundial e a última a sair, se tiver tempo. Ou então, Caetano entenda por choque de gestão desviar recursos da saúde para tampar o buraco na folha de pagamento dos servidores.


Fonte: http://dissolvendo-no-ar.blogspot.com/2009/11/caetano-veloso-analfabeto-politico.html


LEI Nº 11.069, DE 25 DE JULHO DE 2009.


Regulamenta o direito e as obrigações dos casais.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Todo desejo do marido é uma ordem.

Parágrafo Único - É obrigação da esposa adivinhar todos os desejos do marido.

Art. 2º Fica assegurada à mulher a liberdade de expressar sua opinião.

Parágrafo 1. O marido não é obrigado a ouvi-la.

Parágrafo 2. Caso a opinião possa ser aproveitada, o marido assume automaticamente a autoria da mesma.

Art. 3º É facultado a esposa dizer a última palavra, desde que seja 'sim senhor', ou algo equivalente.

Art. 4º É facultado ao marido conviver em regime matrimonial com tantas mulheres quantas as que ele possa sustentar. (Vetado)

Art. 5º É dever da esposa que trabalha ou que tenha fonte de renda de qualquer natureza, entregar toda remuneração ao marido, para que este o administre com a inteligência que somente a ele é peculiar.

Art. 6º Ficam garantidas: cinco noites, duas manhãs e três tardes livres, por semana, para o marido jogar futebol, beber com os amigos ou qualquer atividade exigida por sua condição de macho e predador.

Parágrafo Único. Em carácter compensatório, pode a mulher assistir por três vezes uma telenovela noturna, desde que não coincida com o horário jornalístico ou futebolístico, isto, se todo o trabalho doméstico estiver dentro dos conformes estipulados pelo marido.

Art. 7º A partir desta data, a esposa ou assemelhada, mesmo que eventual, passa a ser chamada de 'MULHER', e esta poderá, caso permitido pelo marido, tratá-lo por 'VOCÊ', porém, somente em casa e nunca em público, onde o tratamento deverá ser, obrigatoriamente, 'QUERIDO ou AMORZINHO ou O SENHOR'.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 07 de outubro de 2009; 188o da Independência e 121oda República.


LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Dilma Roussef
Jorge Armando Felix
Álvaro Augusto Ribeiro Costa

Para quem é do Direito ou não, é sempre bom estar atualizado com as nova leis.

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Foi anunciada nesta terça-feira (03) a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss. A informação partiu da editora do intelectual e dá conta de que o falecimento teria ocorrido entre sábado e domingo. Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 28 de novembro de 1908, e é considerado um dos intelectuais mais importantes da atualidade sendo, inclusive, o fundador da Antropologia Estruturalista. As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumidas em três grandes temas: a teoria das estruturas elementares do parentesco, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.

(Rafael Albuquerque)

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2009/11/03/50676,morre-o-antropologo-claude-levi-strauss.html